A ortodontia é a área da odontologia responsável pela correção da posição dos dentes e dos ossos maxilares. O tratamento é feito com aparelhos fixos e móveis, para crianças e adultos, com o objetivo de alinhar os dentes, alterar o desenvolvimento ósseo e harmonizar as forças musculares.
O que é?
Segundo pesquisa levantada pelo Ministério da Saúde, cerca de 35% da população brasileira tem algum tipo de disfunção odontológica que pode ser reparada por meio de aparelho ortodôntico. Esses tipos de problemas se referem, geralmente, ao posicionamento errado dos dentes e dos ossos maxilares.
Em muitos casos, a condição é identificada durante a infância. Por esta razão, os famosos aparelhos dentários são mais comuns entre crianças e adolescentes. Mas isso não impede que adultos façam uso desse tipo eficaz de tratamento.
Quem faz o diagnóstico do tipo de disfunção é o especialista em ortodontia, segmento da odontologia responsável pelo alinhamento dos dentes. Quando há indícios de que é preciso reparar a configuração dentária, o dentista recomenda um ortodontista de confiança. Esse profissional será responsável pelo tratamento que irá prevenir uma série de desconfortos físicos e até estéticos ao paciente, entre outras questões.
Afinal, com dentes tortos, a mastigação inadequada pode refletir diretamente em dores de cabeça, no pescoço, ombros e costas, além de causar a DTM (Disfunção Temporomandibular) que afeta a articulação da mandíbula e dos músculos ao redor.
No aspecto estético, dentes mal posicionados podem também afetar a autoestima do paciente. Este ramo da odontologia confere uma aparência normal à pessoa acometida pela disfunção.
Por meio de exames específicos, é possível verificar o grau de comprometimento e o tipo de tratamento para cada caso. Estes exames, entre os quais os moldes em gesso da arcada dentária, fotografia, radiografia e exames clínicos, apontam quais são os problemas de posicionamento dentário do paciente. Estes resultados são analisados pelo ortodontista, que fará um planejamento adequado ao tratamento ortodôntico.
Os planos de tratamento serão baseados no grau de comprometimento e no problema específico. Existem muitos casos que só podem ser corrigidos por meio de um aparelho ortodôntico. A seguir, confira os principais problemas.
Sobremordida: é um dos problemas mais comuns dentro da ortodontia. Essa disfunção se caracteriza pelo excesso vertical da região anterior do maxilar. Nesses casos, os dentes superiores se sobrepõem quase completamente aos dentes inferiores. Além de problemas na mastigação, o sorriso do paciente também se compromete quanto à questão estética.
Mordida cruzada: ocorre quando um ou mais dentes da arcada inferior estão projetados à frente dos dentes superiores. Pode ser classificada como mordida cruzada anterior – quando acomete os dentes da frente - ou posterior, quando ocorre nos dentes de trás.
Mordida aberta: é quando há um espaçamento entre os dentes anteriores no momento em que os dentes posteriores se tocam durante a mordida.
Desvio de linha mediana: é um desalinhamento entre o centro da arcada superior e o centro da arcada inferior.
Diastema: é um problema estético quando há espaços entre os dentes.
Apinhamento: quando há um excesso de dentes a serem acomodados em uma arcada pequena. Esse tipo de problema afeta diretamente a aparência do paciente.
Tipos de tratamento
Para muitos desses casos acometidos por disfunções, existem diversas soluções que permitem reconfigurar a posição dos dentes.
O aparelho fixo ainda é o dispositivo mais utilizado. Por meio de seus braquetes, bandas e fios é possível alinhar e nivelar os dentes, proporcionando um movimento gradual que permite a correção dentária. Normalmente, o aparelho ortodôntico é ajustado mensalmente pelo dentista, até a obtenção do resultado esperado.
Dentre os aparelhos fixos, existem alguns tipos de braquetes: metálico, porcelana, cristal de safira e policarbonato. Há variação de estética em cada um desses tipos.
Ainda existem outros tipos de aparelhos ortodônticos, tais como: alinhadores estéticos - que tem sido amplamente utilizados nos últimos tempos e se caracterizam por finas moldeiras transparentes e móveis, que podem ser retiradas para o paciente se alimentar e são trocadas a cada dez dias até o termino do tratamento ortodôntico; mantenedores de espaço - que são usados para crianças que perderam o dente de leite de forma precoce. Este último tipo é utilizado para a proteção de espaços até que um novo dente nasça.
Além dos tipos citados, existem os aparelhos para expansão palatina que promovem o alargamento do osso maxilar; as contenções móveis que previnem que os dentes voltem à sua posição anterior; e, por fim, o aparelho extrabucal que suspende o crescimento da maxila.
Todos esses aparelhos, além de outros que não foram citados e que podem ser explicados presencialmente, são indicados por um dentista especializado nesse ramo da odontologia. Por isso, o mais adequado é realizar uma avaliação com um profissional de ortodontia, que irá esclarecer sobre a real necessidade de uso do aparelho.